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Canavial ou Manancial
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As novelas Canavial de Paixões, que é a nova novela brasileira do SBT e que teve sua versão original exibida pela CNT em 1997, e Manancial, que o SBT exibiu em 2002, tem muito mais em comum do que se pode imaginar. Para começar, ambas foram escritas por Maricarmen Peña e Cuautemoc Blanco, um casal que já escreveu, além desses sucessos, as novelas Ângela e Laberintos de Pasión.
   
Todas as suas histórias apresentam fatos, e inclusive cenas, muito similares. Para começar, ambas histórias tratam de uma propriedade que é motivo de discórdia entre duas famílias, no caso, um canavial e um manancial. Na verdade, nas duas, a grande razão da discórdia entre as famílias é um caso de adultério.

A partir daí, ambas histórias apresentam uma série de acontecimentos em comum. Tanto Júlia (Daniela Castro) como Adriana (Adela Noriega) sofriam nas mãos do povoado pela má fama de suas mães. O que é diferente, é que enquanto Margarida (Felicia Mercado) não tinha culpa dos comentários, Francisca (Azela Robinson) era sim uma mulher promíscua e adúltera. As duas morriam.

 Adriana e Alexandre (Mauricio Islas) receberam dois escapulários idênticos. Em Canavial de Paixões, Júlia e Paulo (Juan Soler) recebiam um amuleto. Na segunda fase, mais semelhanças. O primeiro encontro dos casais românticos é idêntico. Enquanto a moça é importunada por alguns rapazes pela má fama da mãe, aparece o herói da história para defendê-las. Outra coincidência, é que o rapaz havia regressado do exterior em ambas novelas. Há ainda mais coincidências. A mãe do protagonista em Canavial de Paixões era Josefina (Angélica Aragon), uma mulher mais amargurada que propriamente má. Culpava Júlia pela desgraça de sua vida. Personagem muito similar ao de Margarida (Daniela Romo) em Manancial. Outro personagem muito idêntico é o de Mireya, em Canavial, e Milena, em Manancial. Curiosamente, no México, ambas personagens foram interpretadas pela belíssima Paty Navidad (que inclusive foi premiada por essas duas grandes atuações). Tanto Mireya como Milena eram a melhor amiga da protagonista, eram pobres, e sua origem era misteriosa. Outro ponto importante é que Mireya amava João de Deus (Francisco Gattorno), um rapaz pobre apaixonado por Júlia. A propósito, é quase idêntico ao Heitor (Jorge Poza), que era apaixonado por Adriana. Assim como Mireya e Milena, João de Deus e Heitor eram marginalizados pelos ricos e são filhos dos homens mais poderosos da cidade. Assim, como Paty Navidad, César Évora é outro que participa do elenco das duas, e ainda por cima, morre na primeira semana das duas novelas. Em Canavial, ele foi Amador e Manancial, Adalberto. Uma das cenas finais da novela também é muito semelhante. Margarida, assim como Josefina, faz a primeira leitura no casamento dos protagonistas. Vale ressaltar, entretanto, que apesar das inúmeras semelhanças que marcam as duas tramas, há profundas diferenças. O vilão é completamente diferente, em Canavial de Paixões, Rufino (Roberto Ballesteros) fez grandes estragos na vida de Julia e Paulo, em Manancial, o pai de Alexandre, Justo Ramirez (Alejandro Tommasi), que era rico, e não um empregado de uma usina como Rufino, era quase o dono da cidade, mas também tentou destruir a felicidade de Adriana e Alexandre. São vilões, que ainda com propósitos parecidos, são completamente diferentes.

Há também a diferença das tias delas, enquanto Dinorah (Azela Robinson) foi uma verdadeira cobra enquanto Gertrudes (Olívia Bucio) era muito boa e nobre. Ironicamente, Azela Robinson foi a responsável pelo ódio das duas famílias nas duas novelas! Há uma coisa que é indiscutível, Canavial de Paixões e Manancial são novelas maravilhosas, que ganharam muitos prêmios e foram grandes sucessos. Portanto, ainda que as semelhanças existam, cada uma conquistou o público de uma maneira distinta. Na versão brasileira do SBT, o enredo promete cativar mais uma vez!